Tratamento do TAG, síndrome do pânico, fobia social e outras formas de ansiedade com abordagem farmacológica individualizada e integração com psicoterapia.
A ansiedade torna-se transtorno quando o alarme dispara de forma desproporcional, persistente ou sem gatilho identificável. Manifesta-se de formas distintas: o TAG pela preocupação excessiva e difusa; o Transtorno de Pânico por crises agudas com sintomas físicos intensos; a Fobia Social pelo medo persistente de situações de avaliação ou exposição pública.
A ansiedade é frequentemente comórbida com depressão, TDAH, TOC e, em adolescentes e adultos, com TEA não diagnosticado. Distinguir a ansiedade primária da secundária é essencial — tratar apenas a ansiedade quando há um TEA ou TDAH subjacente produz resultados limitados.
Os ISRS constituem a primeira linha para a maioria dos transtornos de ansiedade. O gene SLC6A4, que codifica o transportador de serotonina, está associado à variabilidade na resposta e tolerabilidade. Pacientes com certas variantes podem apresentar maior sensibilidade a efeitos adversos nas primeiras semanas. A avaliação farmacogenética permite antecipar essas reações.
Diagnóstico diferencial entre TAG, pânico, fobia social e ansiedade secundária.
Investigação de condições subjacentes — TDAH, TEA, depressão bipolar.
Seleção farmacológica individualizada com suporte farmacogenético.
Manejo da ansiedade de desempenho em contextos acadêmicos e profissionais.
Integração com acompanhamento psicoterápico (TCC, ACT) quando indicado.
Estratégias de redução progressiva de benzodiazepínicos quando necessário.
Ansiedade tem tratamento. O caminho mais eficiente começa com a identificação precisa de qual transtorno está em jogo — e da biologia que o sustenta.