TEA - Transtorno do Espectro Autista

Diagnóstico e manejo farmacológico especializado do Transtorno do Espectro Autista em adolescentes e adultos, incluindo casos de diagnóstico tardio, camuflagem social e comorbidades psiquiátricas associadas.

TEA em adolescentes e adultos

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) em adolescentes e adultos é profundamente subdiagnosticado. Muitas pessoas chegam à vida adulta carregando diagnósticos incorretos — ansiedade refratária, depressão recorrente, TDAH sem resposta ao tratamento — quando a condição de base nunca foi identificada. O diagnóstico tardio é especialmente frequente em mulheres, em pessoas com alto nível intelectual e naquelas que desenvolveram estratégias de camuflagem, também conhecida como masking: a capacidade de simular comportamentos socialmente esperados à custa de enorme esforço e sofrimento interno.

Por que o diagnóstico importa

Receber o diagnóstico correto transforma a narrativa de vida do paciente. Compreender que dificuldades relacionais, sensoriais e de regulação emocional têm uma origem neurobiológica — e não são “fraqueza” ou “falta de esforço” — é, para muitos, o início de um processo genuíno de autoconhecimento e construção de estratégias eficazes.

O papel da psicofarmacologia

Não existe medicamento que trate o TEA em si — mas o manejo farmacológico tem papel essencial no controle dos sintomas que comprometem a funcionalidade: ansiedade intensa, irritabilidade, insônia, desatenção, rigidez comportamental e episódios de desregulação emocional.

Tratamento individualizado

com suporte farmacogenético

Variações nos genes CYP2D6 e CYP2C19 determinam como o organismo metaboliza os principais medicamentos utilizados, com risco aumentado de efeitos adversos em metabolizadores lentos. O suporte farmacogenético permite personalizar o tratamento desde o início, ajudando a escolher condutas mais compatíveis com o perfil biológico de cada paciente.

O que oferecemos

1

Avaliação diagnóstica de TEA em adolescentes a partir dos 16 anos e adultos.

2

Identificação de diagnósticos tardios e casos com camuflagem social.

3

Manejo farmacológico individualizado com avaliação farmacogenética.

4

Suporte às comorbidades frequentes, como ansiedade, depressão, TDAH e TOC.

5

Orientação familiar e articulação com equipe multidisciplinar quando indicado.

6

Construção de um plano terapêutico mais seguro, individualizado e funcional.

O objetivo do tratamento é compreender a singularidade de cada paciente, reconhecer suas necessidades clínicas e construir um plano terapêutico mais seguro, individualizado e funcional.