Avaliação diagnóstica e tratamento especializado em adolescentes e adultos, com uso criterioso de psicoestimulantes e suporte farmacogenético para individualização terapêutica.
O TDAH não é exclusivo da infância. Em adolescentes, frequentemente se manifesta com impacto direto no desempenho escolar, nas relações sociais e na regulação emocional. Em adultos, o quadro costuma se apresentar de forma mais sutil — dificuldade de manter foco, procrastinação crônica, impulsividade nas decisões, instabilidade profissional e sensação persistente de não atingir o próprio potencial. Muitos adultos chegam ao consultório após décadas sem diagnóstico, tendo desenvolvido estratégias compensatórias que cobram um custo elevado em termos de esforço, ansiedade e autoestima
O diagnóstico de TDAH em adultos permanece subidentificado: sintomas de hiperatividade tendem a diminuir com a idade, enquanto desatenção e disfunção executiva persistem. Em mulheres, o predomínio do subtipo desatento — sem hiperatividade motora — contribui para que o quadro passe despercebido por anos, frequentemente atribuído a ansiedade ou depressão.
A escolha entre psicoestimulantes (metilfenidato, lisdexanfetamina) e não estimulantes
(atomoxetina, bupropiona) depende do perfil clínico e farmacogenético. Variações no gene COMT Val158Met influenciam a disponibilidade de dopamina no córtex pré-frontal. O CYP2D6 determina a metabolização da atomoxetina — metabolizadores lentos podem necessitar de doses menores para evitar efeitos adversos.
Avaliação diagnóstica de TDAH em adolescentes (a partir dos 16 anos) e adultos.
Diferenciação de comorbidades: ansiedade, depressão, TEA e transtorno bipolar.
Escolha individualizada do psicofármaco com base no perfil farmacogenético.
Acompanhamento da resposta terapêutica e ajuste de dose com critério clínico.
Orientação sobre estratégias comportamentais e funcionais complementares.
Suporte para questões acadêmicas, profissionais e relacionais decorrentes do TDAH.
O objetivo não é eliminar a singularidade do paciente — mas reduzir o custo que os sintomas impõem à sua vida cotidiana, construindo um plano terapêutico que respeite sua biologia e suas metas.