Tratamento da depressão unipolar com protocolos atualizados, incluindo esketamine intranasal para casos refratários. Avaliação farmacogenética para seleção individualizada do antidepressivo.
A depressão é uma das condições psiquiátricas mais prevalentes e mais subestimadas. Manifesta-se de formas distintas: anedonia profunda, fadiga inexplicável, lentidão cognitiva, alterações do sono e do apetite, isolamento social e, em casos mais graves, pensamentos de morte. O diagnóstico preciso exige a distinção cuidadosa entre depressão unipolar, episódio depressivo bipolar e depressão com características atípicas ou mistas.
Aproximadamente 40% dos pacientes não respondem satisfatoriamente ao primeiro antidepressivo. Uma parte significativa dessas falhas tem base genética: variações nos genes CYP2D6 e CYP2C19 determinam a velocidade com que o organismo metaboliza a maioria dos
antidepressivos. Um metabolizador lento do CYP2C19 pode acumular níveis tóxicos; um ultra-rápido pode não atingir concentrações terapêuticas. A avaliação farmacogenética transforma esse processo de tentativa e erro em uma escolha mais fundamentada.
Para pacientes que não respondem a dois ou mais antidepressivos adequadamente utilizados, a esketamine intranasal (Spravato®) representa um avanço significativo — atua rapidamente via modulação dos receptores NMDA e está aprovada para uso em depressão resistente e depressão com ideação suicida aguda. O consultório conta com protocolo estruturado para avaliação de candidatos ao tratamento.
Diagnóstico diferencial completo entre depressão unipolar, bipolar e formas atípicas.
Avaliação farmacogenética para seleção individualizada do antidepressivo.
Protocolos atualizados para depressão resistente ao tratamento.
Avaliação de elegibilidade para esketamine intranasal (Spravato®).
Acompanhamento longitudinal com ajuste terapêutico baseado em evidências.
Integração com acompanhamento psicoterápico quando indicado.
A depressão tem tratamento eficaz. O caminho até ele pode ser encurtado quando se parte de uma avaliação clínica rigorosa e do conhecimento do perfil biológico de cada paciente.